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Tráfico de animais selvagens: um problema emergente

| Editoria Ambiente | 12/04/2014

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Em África há um negócio que gera lucros na ordem dos 14 milhões de dólares por ano: o tráfico de animais selvagens. Este flagelo tem vindo a preocupar as autoridades, que multiplicam esforços para acabar com esta ameaça. Os rinocerontes, os tigres e os elefantes são os animais mais procurados.

Os chifres, o marfim e as peles valem milhões no mercado negro
Arquivo África21

Os chifres, o marfim e as peles valem milhões no mercado negro. O tráfico de animais selvagens não é um assunto recente, mas nos últimos tempos tornou-se uma ameaça aos recursos e à segurança do continente africano. Dado o alerta, nos últimos meses foram várias as ações que estiveram em curso para reunir esforços, de forma a combater este problema que não se perspetiva ter um fim à vista.

De acordo com os últimos dados recolhidos pela Interpol, os elefantes africanos são os mais procurados. Por ano morrem cerca de 40 mil destes animais, e o negócio de marfim na Internet, o meio mais utilizado pelos grupos, pode chegar a quase cerca dois mil milhões de dólares. Só em 2011 foram apreendidas 40 toneladas de marfim ilegal, naquele que foi considerado o ano em que se abateu o maior número de elefantes. A seguir a estes, os rinocerontes são os animais mais procurados pelos criminosos, estimando-se que morrem cerca de cinco mil por ano.

No final do mês de fevereiro, cerca de 40 países, entre eles Angola e Moçambique, acordaram, na Conferência de Londres, acabar com o tráfico ilegal de animais, peles e marfim.

As medidas resultaram da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies em Perigo de Fauna e Flora Selvagem, que aponta para uma proibição de comércio de marfim de elefante, para o repúdio por produtos de espécies ameaçadas de extinção e para a legislação da caça e do tráfico ilegal de animais selvagens de forma a que sejam considerados crimes graves, puníveis através da justiça.

Os cerca de 40 países pretendem, também, reforçar a coordenação entre fronteiras, apoiar as redes regionais de proteção da vida selvagem e estudar as relações entre crimes relacionados com animais selvagens com a corrupção e o terrorismo.

“Uma crise que ultrapassa a questão ambiental”

Presente na Conferência, o ministro dos Negócios Estrangeiros Britânico considerou a atual situação uma “crise sem precedentes, que ultrapassa a questão ambiental”. William Hague sublinha que “estamos perante uma indústria criminal global, que se comparada ao tráfico de armas, drogas e pessoas, contribui para a corrupção e insegurança e prejudica os esforços feitos para combater a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável nos países africanos”.

Na mesma linha de pensamento está Manuel Augusto. A representar Angola na Conferência, o Secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores referiu que “Angola está ciente que os grupos de crime organizado, que desenvolvem atividades de contrabando e comércio ilegal de carne de caça, são atrativos devido à reduzida capacidade de aplicação e legislação, às grandes margens de lucro e às sanções pouco pesadas”.

Em Angola, as autoridades revelam uma preocupação emergente dado “o reforço organizacional dos grupos”. A solução está longe de ser fácil de encontrar, porque, como explica Manuel Augusto, “o tráfico de animais selvagens tornou-se numa empresa que gera milhões, alimentada por uma crescente demanda na Ásia pelos produtos de marfim”.

Em 2015, haverá uma nova conferência para analisar o progresso dos compromissos feitos na capital britânica.

Tomás Tim-Tim

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