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Política

Primeiro-ministro de São-Tomé em Luanda para reforçar cooperação

| Editoria Política | 22/08/2019

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O Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, chegou nesta quinta-feira,22, a Luanda para uma visita de trabalho, que inclui uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço.

Jorge Bom Jesus foi recebido no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, pelo secretário de Estado da Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, Domingos Vieira Lopes.

Esta é a segunda visita que o chefe do Governo são-tomense realiza este ano a Angola, tendo sido na última visita em Fevereiro igualmente recebido pelo chefe de Estado angolano.

Em Fevereiro, Jorge Bom Jesus manifestou interesse do seu país em estabelecer "uma parceria estratégica com vantagens recíprocas e uma nova era de cooperação".

Em 1995, Angola e São Tomé e Príncipe assinaram um acordo de Proteção Recíproca de Investimentos, para a criação de condições de estímulo às iniciativas privadas, bem como a intensificação da cooperação económica entre os dois países.

Angola e São Tomé e Príncipe têm já acordos de cooperação nos domínios políticos, diplomático e económico.

Em Julho, Angola anunciou que estava a acertar posições com São Tomé e Príncipe sobre questões ligadas ao funcionamento da União Africana (UA), nomeadamente o projecto de restruturação da organização, a relação com as Comissões Económicas Regionais, e as perspectivas da Zona de Livre-Comércio.

O assunto foi abordado entre o chefe da diplomacia angolana, Manuel Augusto, e a sua homóloga são-tomense, Elsa Pinto, à margem da 12ª Cimeira Extraordinária da UA, que decorreu em Julho em Niamey, Níger.

Angola encontra-se numa fase de preparação dos procedimentos internos para ratificação do acordo de criação da Zona de Comércio Livre Africana, depois de ter assinado em Março, de 2018, em Kigali, Ruanda, numa sessão extraordinária de chefes de Estado e de Governo da UA. No entanto, São Tomé e Príncipe integra já o grupo de 25 países que ratificaram a convenção e espera que a sua implementação traga uma "nova perspectiva" para o crescimento africano e que "reduza as assimetrias".

Os ministros dos  dois países abordaram ainda o funcionamento da UA no que se refere ao projecto de reestruturação da organização, a relação com as Comissões Económicas Regionais e os órgãos de gestão.

 

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