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O DILEMA DAS TERRAS EM ÁFRICA NA VIRAGEM DO MILÉNIO

| Editoria Sociedade | 05/06/2019

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A corrida à posse das melhores terras africanas por um crescente número de multinacionais, pode-se tornar-se a maio tragédia do seculo XXI, explica um relatório do Banco Mundial de 2009. Jacques Diouf, ex-director da FAO, não hesitou em falar de neocolonialismo. As causas são e conhecidas, mas as suas consequências serão complexas e devastadoras, e mesmo imprevisíveis.

 Por João Seles

O PONTO DE PARTIDA foi um facto incontestável: a necessidade de aumentar a produção agrícola para alimentar a população mundial que deverá rondar os 9 000 milhões em 2050 (a população do continente africano estima-se na mesma data em 2.,7 mil milhões, com 40% de crianças). Estima-se que até essa data a procura de alimentos aumentará à escala global, e 300% em África onde o crescimento demográfico é o mais rápido no mundo.

O segundo factor foi a mudança na perspectiva de solução do problema que se mantiveram francamente optimistas ao longo da segunda metade do século XX, A fome, dizia-se então, não era provocada pela escassez de alimentos, mas pelos seus custos. Para erradicá-la, bastaria baixar os custos de produção, e a agricultura industrial seria capaz de produzir o “milagre”, com os progressos de tecnologia agrícolas –selecção de sementes, adubos, pesticidas, irrigação,  máquinas agrícolas com multifunções –permitiriam aumentar os rendimentos agrícolas para suprir as necessidades.

Os países africanos foram incitados (incitados) a desmantelar os seus sistemas de apoio e protecção aos pequenos produtores locais, liberalizar o comércio rural, e associar-se ao capital internacional com vista a “modernizar” a suas agriculturas com vista a produzir excedentes exportáveis a preços competitivos.

Apesar de alguns sucessos pontuais, os resultados foram decepcionantes nessa época . A produção estagnou ou baixou, e o êxodo rural empurrou famílias camponesas para a cintura das grandes cidades., com perda de modelos de produção tradicional familiar.

Mas tudo mudou, subitamente, na viragem do milénio. Após décadas de baixas, os preços dos alimentos de base disparam nos mercados mundiais. Entre 2007 e 2008, a subida do preço do trigo provocou motins de fome em 20 países, maioritariamente africanos. Os grandes produtores de cereais taxaram o restringiram as exportações para garantir o abastecimento dos mercados internos.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº139 da Revista África21, mês de Maio)

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