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Política

A Revolução Sudanesa: a terceira será de vez?

| Editoria Política | 05/06/2019

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Pão, paz, justiça. Três palavras simples que resumem o programa inicial da revolta popular no Sudão em curso desde dezembro de 2018. Mas o movimento de massas que já provocou a queda do presidente Omar al-Bechir, destituído pelos militares a 11 de Abril, continua mobilizado, pacifica e ordeiramente, para levar a bom termo a sua revolução nacional e democrática, a terceira desde a independencia do país em 1956.

Por Luigi Lione

AS TENTATIVAS ANTERIORES, tiveram lugar em 1964 e 1985 e acabaram com golpes militares que deram lugar a novas ditaduras, mais férreas e liberticidas que as anteriores. A ultima, instaurada em 1989 pelo coronel  Omar el Bechir e o seu mentor, o ideólogo Hassan al Tourabi, ambos Irmãos Muçulmanos e durou três décadas.

Mas  a chamada «comunidade internacional» que não dedicou aos acontecimentos do Sudão nem um decimo da atenção suscitada pelas crises da Venezuela e Argélia  ter sido acordada pelo estrondo da queda da queda do ditador de  Como se  os governos ocidentais, árabes e africanos tivessem compreendido  de repente que uma revolução democrática no Sudão podia vir a ter efeitos devastadores para a estabilidade dos países vizinhos e sobre os equilíbrios regionais, assiste-se desde então a uma agitação policia e diplomática febril.

Só um diminuto  numero de especialistas se interessa pelas realidades especificas do Sudão, que muitos consideram «demasiado negro para ser árabe e demasiado árabe para ser africano», segundo a formula do jornalista francês Christophe Ayad   

Trata-se de uma  «maldição» que persegue os sudaneses desde a Antiguidade , porque a historia varias vezes milenar «Bilal al Sudão» (País dos Negros, em árabe), assim chamado no século XI pelo historiador andaluz  al-Bakri  foi sempre eclipsada pelo brilho do Egipto faraónico. O racismo dos colonizadores europeus do século XIX ,  que consideravam os negros demasiado selvagens e atrasados para terem uma historia , perenizou o preconceito.

 Se as missões arqueológicas conduzidas pelo suíço Charles Bonnet puseram termo aos sarcasmos e a  violenta polemica suscitada  pelas teses de  Ki Zerbo e de  Cheik Anta Diop  sobre as origens africanas da civilização faraónica ,  com a descoberta, em 2003,  no norte do Sudão  das estatuas monumentais dos faraós negros da 25e dinastia , que reinaram sobre o Alto e o Baixo  Egipto durante mais de um século , os historiadores modernos continuam  a considerar as influencias cultural e militar árabes como os elementos determinantes da identidade sudanesa. ~

 O véu  de esquecimento que se abateu sobre os reinos sudaneses de   Karma, Kush e Méroe, cujas riqueza e potencia resultaram do seu papel de elo de comunicação entre o Mediterrâneo e a Africa Central  ajudou a fazer aceitar pela União Africana a secessão do Sudão do Sul , consumada em 2011 , justificada pela impossibilidade de fazer coabitar num só estado  o norte árabe e muçulmano  e o sul , negro, animista e cristão.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº139 da Revista África21, mês de Maio)

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