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Director da AFP expulso da Argélia

| Editoria Sociedade | 10/04/2019

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O director da Agence France-Presse (AFP) em Argel, Aymeric Vincenot, 45 anos, foi forçado a deixar aquele país  na terça-feira,9, pelas autoridades argelinas, que se recusaram em renovar seu credenciamento para 2019, após expirar seu visto de residência.

Aymeric Vincent, reside em Argel desde Junho de 2017, sua autorização de residência na Argélia expirou a 28 de Fevereiro, e não tinha mais acreditação desde o final do ano passado.

Em declaração a AFP, o Presidente do Conselho de Administração da agência notícia, Fabrice Fries, disse que a decisão tomada sob a presidência do Bouteflika é inaceitável. ” Não estamos em condições de nomear no futuro imediato um novo director em Argel", reagiu.

"Ao nos negar a posição de colocar jornalistas no local, compromete seriamente o nosso sistema, que visa assegurar uma cobertura exaustiva e rigorosa dos eventos históricos que estão ocorrendo actualmente na Argélia", acrescentou Fabrice Fries.

O PCA realçou que a AFP "não desistiu" de continuar a cobertura dos eventos na Argélia, onde conseguiu enviar vários enviados especiais nas últimas semanas.

“A agência continuará a apresentar pedidos de visto para outros jornalistas, disse.

O pedido de renovação do seu cartão de imprensa para 2019, um documento que condiciona a obtenção de uma autorização de residência, permaneceu sem qualquer resposta oficial das autoridades, apesar dos esforços da AFP para obter explicações.

AFP alega que as autoridades argelinas nunca comunicaram oficialmente a gestão da Agência da sua decisão e dos seus fundamentos.

“Eles simplesmente falaram oralmente, durante a visita a Argel em Março de um representante da Agência, ouvimos várias queixas, incluindo a cobertura das notícias argelinas e do estado de saúde do presidente Bouteflika pelo  chefe do escritório da AFP, mas sem fornecer qualquer prova de uma falha da parte do mesmo. Além disso, o director Vincenot nunca teve a oportunidade de responder”.

O departamento editorial internacional da AFP cobre notícias em todo o mundo em texto, vídeo, foto e computação gráfica em mais de seis idiomas, 24 horas por dia, de acordo com as exigências editoriais de rigor, independência e pluralidade.

Presente em 151 países, a AFP tem um escritório na Argélia desde 1962 e seus clientes confiam nela.

No mais recente índice mundial de liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), a Argélia ocupa a 136ª posição entre os 180 países.

Algumas semanas antes, uma dúzia de jornalistas argelinos foram presos e detidos por várias horas, depois de participar de uma manifestação para denunciar as pressões e restrições à cobertura do movimento de protesto "impostas pelo Governo".

A RSF condenou essas prisões e "a brutal intervenção da polícia".

No comunicado da AFP, seu PCA, Fabrice Fries, expressou a "solidariedade" da Agência "aos jornalistas argelinos, que corajosamente fazem seu trabalho em condições particularmente difíceis".

Aymeric Vincenot é um experiente jornalista, graduado pela École Supérieure de Journalisme (ESJ) em Lille (Norte da França), realizou numerosas missões de campo para a Agência em particular em África e já ocupou posições de destaques desde o início da sua carreira em 2000.

Foi director Adjunto do Escritório de Cobertura da África Central, com sede em Libreville (2004-2008), Enviado Especial ao Afeganistão (2011) e Jornalista no Escritório de Cobertura da África para a África, Leste e Oceano Índico, com sede em Nairobi (2012-2016).

A expulsão ocorreu numa altura em que a Argélia é palco de um movimento de protesto popular sem precedentes que forçou o presidente Abdelaziz Bouteflika a desistir de sua candidatura para um quinto mandato, e, em seguida, a renunciar ao cargo a 2 de Abril.

 

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