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Sociedade

O futuro do Egipto passa pela energia solar

| Editoria Sociedade | 13/03/2019

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Por Hugo Melville

O Egipto lançou uma autêntica revolução energética. O objectivo do governo fixa-se na obtenção de 20% de todo consumo nacional, a partir de energias renováveis já a partir de 2022. Uma ambiciosa estratégia de parques solares com os olhos postos no progressivo abandono de energias fósseis. Os países do Golfo Árabe possuem petróleo, o Egipto tem o Sol.

O Egipto reinventa o seu futuro na senda da revolução de 2011, e dentro dos projectos lançados pelo general Abdel Fattah el- Sisi, a produção de energia mista começou a arrancar. A capacidade eléctrica instalada ronda os 42 GW, dos quais 91% provém de energias fósseis, e o resto de renováveis. Todavia, o governo ambiciona o mudar o cenário herdado do século XX, e incrementar as energias renováveis para 22% em 2022, e aumentar a produção para 37% em 2035. Com uma visão conjunta de investimentos em hidro energia e eólica.

Com o mercado solar em pleno desenvolvimento, sob pressão da crescente agonia da bio esfera que ameaça a existência de vida sustentável no planeta, o projecto egípcio considerado ambicioso, pode amanhã parecer modesto, pois segundo Agência Internacional de Energias Renováveis, a energia solar poderia fornecer 44 GW em 2030, tornando-a segunda fonte de energia depois do gás.

O parque solar de Benban, na região norte do Assuão, é o maior complexo solar do mundo, e depois de ultrapassadas algumas dificuldades iniciais, fornecerá a partir da metade deste ano de 2019, cerca de 1,6 a 3.0 GW de potência. O capital de investimento ronda 1,8 biliões de dólares, provenientes do Banco de Desenvolvimento Africano, da Corporação da Finança Internacional e do Banco de Investimento de Infra-estruturas da Ásia e do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, que se apoiaram no conforto de consórcios e convénios para fornecimento de energia e contractos assinados previamente.

O projecto de Benban, tornou-se um “case- study”, e o seu sucesso vai impulsionar o desenvolvimento de energia solar a nível regional e internacional, afirma Benjamin Attia, analista de mercados de energias renováveis.

Apesar de algumas opiniões críticas sobre a aposta egípcia na energia solar, que acusam de serem demasiado dependentes de subsídios governamentais, e com o projecto de Benban quase em funcionamento, o governo começou a construção de mais dois complexos, o de Kom Ombo, na mesma região de Assuão de 200 MW e outro a oeste do rio Nilo de 600 MW, cuja gestão de exploração será submetida a concurso internacional.

A Companhia Eléctrica do Egipto analisa os projectos de concurso com uma companhia da Arábia Saudita e uma sociedade espanhola para o complexo de Kom Ombo.

As empresas participantes nos projectos possuem a certeza da venda de energia para a empresa pública dona da rede de distribuição nacional a preços que desafiam a concorrência internacional. Segundo a Karm Solar, uma empresa com sede no Egipto, a possibilidade de venda de energia directamente ao sector privado é uma possibilidade rentável, pois os custos de produção vão permitir a competição entre no sector, e serão os consumidores que no final serão beneficiados.

“ O que nós estamos a fazer é qualquer coisa de novo mesmo à escala global. Nós temos capacidade de produzir energia a partir das estações de produção e transportá-la para a rede de distribuição, e vendê-la porta a porta”, afirma Ahmed Zahran, presidente da Karm Solar, que já fornece 15 clientes privados com a capacidade de 75 MW, que consegue vender electricidade solar a preços mais baixo que os fornecidos pela companhia estatal, citado pela revista African Business.

(Leia o artigo na integra  na edicção nº137 da Revista África21, mês de Março)

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