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Marcha-atrás na Argentina

Mallé Kassé | Editoria Artigo | 20/12/2018

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Por Manrique Salvarrey

A Argentina vai começar em janeiro o trânsito para as eleições em que, em Outubro de 2019, podem ratificar o governo de extrema-direita de Mauricio Macri ou voltar para as políticas progressivas que vigoraram entre 2003 e 2012. Entretanto, apesar dos números negativos da economia e do panorama social, Macri continua a aprofundar o seu modelo.

 

DEPOIS DE CHEGAR À presidência da Argentina em 2015, com uma diferença de apenas 600.000 votos sobre o seu concorrente, na segunda ronda eleitoral daquele ano, o empresário Mauricio Macri apressou-se a desativar o projecto económico-social vigente até então, e a política de direitos humanos e sociais que levou o país a se tornar um modelo a nível mundial. A partir das ações inclusivas, com as quais os três governos que o precederam, visavam impor uma distribuição equitativa da riqueza, ele passou a reimplantar as políticas neoliberais que haviam dominado a região na última década do século XX.

 A 10 de dezembro Macri cumprirá os primeiros três de seus quatro anos de governo e não tem êxitos para mostrar. Em 2006, o país tinha pago totalmente sua dívida e tinha-se libertado da tutela do FMI, mas em setembro passado, após uma desvalorização violenta – a cotação do dólar passou de 15 a 40 pesos – o governo endividou-se novamente com o FMI. Recebeu 57 mil milhões de dólares e comprometeu-se a implementar uma política de ajuste de impacto forte, semelhante a imposta à Grécia em 2015.Admitiu-se oficialmente que a inflação do ano seria de 48%, apenas superada pela Venezuela. Até agora, 2018, a actividade industrial caiu 11,2%. Macri recebeu o país com 5,1% de desempregados, taxa que se eleva hoje para 9,6%. A pobreza atinge o recorde de 27,3%.

 Nesse contexto, e diante da perspectiva de uma revolta social, a partir do início do ano, Macri começou a modificar as políticas de segurança que impediam a participação das Forças Armadas na repressão do conflito interno. Isto foi alcançado mediante um pacote de acordos assinados nos Estados Unidos com o FBI e a DEA, com assessoria do Comando Sul do Pentágono. Ao recordar que, pela lei, as Forças Armadas estão proibidas de actuar na resolução de problemas domésticos, o ex-ministro da Defesa, Agustín Rossi, disse que “o governo pôs-se numa linha que põe em risco a institucionalidade”. A lei sobre segurança interna só permite aos militares actuar em casos extremos e após a declaração do estado de sítio.

 O actual ministro da Defesa, Óscar Aguad, responsável junto com a ministra da Segurança da Nação, Patricia Bullrich, pela assinatura destes acordos, disse que “a ideia é criar uma força-tarefa  (“task force” na terminologia da OTAN) integrada por efectivos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, com o objectivo de prestar apoio logístico na luta contra o terrorismo e o narcotráfico”. No entanto, nenhum destes dois factores são contemplados nos cenários de conflito analisados nas academias militares argentinas. A força foi alicerçada nos extremos norte e nordeste do território nacional – fronteiras com Bolívia, Brasil e Paraguai – e opera como suporte para problemas de segurança interna.

{Leia o artigo na integra  na edicção 135 da Revista África21, mês de Dezembro}

 

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