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Os cinco dias que abalaram Moçambique

| Editoria Artigo | 20/12/2018

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Por Fernando Gonçalves

 Desde 1983, quando Moçambique iniciou a sua longa caminhada para a liberalização económica, o país tem vindo a procurar melhorar o seu sistema financeiro, introduzindo mecanismos que se têm traduzido numa maior comodidade nas transações, numa lógica em que há cada vez menos dinheiro vivo nos bolsos dos cidadãos.

 FRUTO DE TODO ESSE PROCESSO, surgiram novos bancos comerciais privados, que na melhor das suas capacidades procuraram dar resposta ao chamamento do Banco de Moçambique para o que, na linguagem local, se tem designado por inclusão financeira. A par destas iniciativas, os bancos esforçaram-se igualmente por dar resposta ao apelo do governo para que expandissem as suas operações para outras regiões do país, geralmente pouco apetecíveis para a banca privada, uma vez que a população nelas residentes não dispõe de grandes poupanças que justifiquem a abertura de bancos.

 Mas todos estes esforços foram postos à prova no dia 16 de Novembro, quando milhões de moçambicanos acordaram e descobriram que não podiam ter acesso às suas contas bancárias atravos sem acesso aos seus fundos. neira geral, os cidads de abastecimento de combustirno para que eles se expandam para regiés do sistema electrónico de pagamentos ou das caixas automáticas (ATM) espalhadas pelo país. Pode-se dizer que o país ficou mergulhado num apagão financeiro que viria a durar cinco dias, provocando enormes prejuízos aos cidadãos, à banca e à própria economia do país.

 O 16 de Novembro calhou numa sexta-feira, dia em que tradicionalmente as pessoas realizam as suas compras quer para ocasiões especiais durante o fim-de-semana, quer ainda como o único dia que lhes é disponível para a regularização de outros compromissos financeiros pendentes.  Mas as lojas e os supermercados ficaram vazios, os postos de abastecimento de combustíveis inoperacionais e, de uma maneira geral, os cidadãos sem acesso aos seus fundos. Os que se encontravam em viagem, incluindo no estrangeiro, viram os seus cartões serem rejeitados. A dinâmica económica do país ficou parcialmente paralisada.

{Leia o artigo na integra  na edicção 135 da Revista África21, mês de Dezembro}

 

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