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Onda de migrantes para Itália diminui em 83 porcento

| Editoria Sociedade | 10/12/2018

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A onda de migrantes para as costas italianas diminuiu em 83 porcento, durante os últimos seis meses, de Junho a Novembro, em comparação com o mesmo período do ano passado, anunciou esta semana o ministro italiano do Interior, Matteo Salvini.

Citado pela imprensa italiana, Salvini, que falava na Comissão Parlamentar Especial para o Controlo da Execução do Acordo de Schengen, precisou que o número de migrantes que partem das costas líbias diminuiu 92 porcento.

Os pedidos de asilo para o ano de 2018, em Itália, foram de 49 mil 636, contra 130 mil no ano passado, registando uma diminuição de 60 porcento, acrescentou.

Quase 81 mil destes 130 mil pedidos foram examinados e dos  quais oito porcento obtiveram o estatuto de refugiado, 34 porcento a proteção humana e 58 porcento foram rejeitados, indicou Salvini.

Segundo afirmou, a Itália realizou uma grande campanha, em colaboração com o Governo de União Nacional na Líbia e outras partes locais, que controlam várias províncias do oeste da Líbia, destinada a conter as ondas de migrantes, a partir das costas líbias.

Um relatório do Observatório Internacional do Instituto Internacional Norte-americano para a Paz  referiu, em Outubro de 2017, que o acordo entre a Itália e Líbia, sobre a migração, limitou as ondas de emigrantes mas em detrimento da Líbia.

A fonte fez notar que a Itália pagou milícias armadas na Líbia para cessar o tráfico de migrantes para as costas italianas, o que é, segundo observadores, um factor importante na diminuição do número dos migrantes no Mediterrâneo para a Itália.

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