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“Surprise”! E o vencedor foi... Donald Trump!

| Editoria Política | 06/12/2016

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Para surpresa generalizada, tanto interna como externamente, e contrariando a esmagadora maioria das pesquisas e dos analistas, o populista de direita Donald Trump tornou-se o 45.º Presidente dos Estados Unidos na América. Para muita gente, no mundo inteiro, a noite de 8 de novembro de 2016 foi uma noite aziaga.


Em setembro deste ano, escreve­mos aqui, na edição número 111 da revista África21: «Apesar da sua aparente vantagem atual, alguns ‘fan­tasmas’, como a história dos emails, conti­nuam a rondar Hillary Clinton e vão per­segui-la até à boca das urnas. Por outro lado, é crucial levar em conta as particula­ridades do sistema eleitoral americano, em que nem sempre o voto popular significa alcançar a presidência».

Não deu outra. Que ninguém seja in­génuo: a carta do diretor do FBI, James Comey, ao congresso americano, divul­gada no dia 28 de outubro, informando que o órgão iria investigar novos emails relacionados com a candidata democrata, foi um dos fatores decisivos – se não o de­cisivo – para a derrota de Hillary Clinton, a qual, na altura em que a carta foi divul­gada, parecia imbatível. A manobra ficou clara quando, três dias antes da noite da eleição, Comey veio dizer que, afinal, «não era nada», isto é, as cartas não comprome­tiam a candidata. O ponto é que, nesse momento, o estrago já estava feito. Pesqui­sas realizadas depois das eleições confirma­ram que um número significativo de elei­tores que iria votar a favor de Hillary mudou de ideias por causa do primeiro anúncio do diretor do FBI.

Por outro lado, os números confirma­ram igualmente a perversidade do sistema eleitoral americano. De facto, a candidata democrata teve cerca de dois milhões de votos mais do que o candidato republica­no. É a quinta vez na história dos Estados Unidos em que o candidato com mais vo­tos no plano nacional perde a corrida para a Casa Branca. A última aconteceu na dramática eleição de 2000, quando Al Gore, o candidato democrata, também ganhou a votação popular, com mais 500 mil votos, mas acabou por não ser eleito Presidente dos EUA, pois perdeu por uma unha negra no estado da Flórida e, com isso, não levou os 29 delegados do referido estado, que eram essenciais para que ele conquistasse a maioria no Colégio Eleito­ral. Al Gore perdeu essas eleições por escas­sos cinco delegados e Bush foi eleito o 43.º Presidente dos EUA.

Paul Cooper

Artigo completo disponível na edição nº 114 da revista ÁFRICA 21 (Dezembro 2016-Janeiro 2017)

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