Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Agosto de 2019

ÁFRICA

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA EM ÁFRICA, UMA BOMBA AO RETARDADOR

ÁFRICA

O PARADIGMA PARTICULAR DA DEMOGRAFIA VERSUS DESENVOLVIMENTO

ANGOLA

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA UMA BOMBA DE EFEITO RETARDADO

EUROPA

O PESADELO DEMOGRÁFICO QUE ASSOMBRA A EUROPA

MOÇAMBIQUE

POR ALGUNS DÓLARES MAIS

MUNDO

MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODEM ENGENDRAR “APARTHEID GLOBAL”

VENEZUELA

O CAPCIOSO RELATÓRIO BACHELET

ÁFRICA

RUMO A UMA ÁFRICA INTEGRADA E PRÓSPERA

Rádio

Publicidade

Política

A guerra de sucessão no Gabão

| Editoria Política | 12/10/2016

-A / +A

Imprimir

-A / +A

Ali Bongo Ondimba, 57 anos, foi reeleito Presidente do Gabão para os próximos sete anos por 50,66% dos votos contra os 47,24% obtidos pelo seu principal adversário Jean Ping. A sentença emitida a 23 de setembro pelo Tribunal Constitucional (TC) de Libreville é inapelável, mas a crise continua e o desenlace é ainda imprevisível apesar das pressões internacionais e dos apelos ao diálogo e à reconciliação.

Apoiantes de Jean Ping opunham-se à arbitragem por desconfiarem de Marie Madeleine Mborantsuo

JEAN PING QUE SE DIZ «PRESIDENTE ELEITO», fala de «decisão iníqua» e promete permanecer ao lado do povo em luta pela democracia e a soberania. Em Paris, o ex-ministro da Justiça Séraphin Moundounga apela à comunidade internacional para que se apliquem «sanções inteligentes» contra os autores do «hold up eleitoral». 

Mas o desânimo dos apoiantes de Ping contrasta com a euforia combativa que reinava no quartel-general de campanha do líder da oposição antes e logo a seguir ao anúncio dos primeiros resultados pela Comissão Eleitoral Nacional Permanente (CENAP).

 O quase-empate saído das urnas e a curta vantagem conferida ao Presidente em exercício (5000 votos) pelos resultados «quase soviéticos» obtidos na sua província natal do Alto Ogoué (99% de participação e 95% dos votos) davam força à tese segundo a qual a vitória do clã Bongo só tinha sido possível mediante à manipulação grosseira dos resultados numa única província. As declarações dos observadores da União Europeia iam no mesmo sentido e sugeriam a recontagem dos votos desta província, feudo da família reinante. 

Esta versão dos factos, retomada quase unanimemente pela imprensa nacional e internacional com os jornalistas franceses à cabeça, adquiriu junto da opinião pública a força de uma evidência: «Ping ganhou, toda a gente o diz, toda a gente o sabe», gritavam em coro os que convidavam Bongo a aceitar a «verdade» e a sair do país sem demora, a bem da sua segurança e da paz e estabilidade regional. 

Premeditados ou não, os acontecimentos da noite de 31 de agosto mudaram dramaticamente o curso da história. O incêndio da Assembleia Nacional, os assaltos contra esquadras da polícia e a Televisão Estatal, e a destruição das redações de jornais afetos ao regime foram o detonador da onda de violência e das pilhagens que se propagou de Libreville a outras cidades do país e à qual as forças de segurança e a Guarda Presidencial responderam com a brutalidade do costume.  

Cercados no seu quartel-general durante 24 horas, mas bem conectados com o resto do mundo via internet (as telecomunicações só foram cortadas mais tarde), os líderes da oposição alertaram a diáspora gabonesa e o mundo para o «genocídio» em preparação, acompanhando os apelos angustiados com descrições de barbárie inaudita: os mortos e feridos eram às dezenas, milhares os presos e desaparecidos. Em contrapartida, houve poucas imagens dos efeitos da «legítima e espontânea» fúria popular…

A concretização do caos prometido pela oposição assustou uma população que nunca vira tamanha violência de perto e os apelos à calma começaram a chegar de todas as partes. 

Nicole Guardiola

[versão integral via assinatura]

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade