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Masaï querem salvar o ambiente - e salvar-se a si próprios

| Editoria Ambiente | 28/05/2016

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Os masaï, o icónico povo do Quénia e também da Tanzânia, lutam há décadas para sobreviverem e defenderem o seu meio ambiente. Apesar dos esforços, têm vindo perder a batalha, pressionados por autoridades estatais pouco transparentes, caçadores ilegais e bilionários que querem comprar as suas terras tradicionais para construir mais abrigos para safaris. No entanto, conta a Avaaz, uma comunidade masaï queniana teve uma ideia: juntar todas as terras que tem e formar uma nova espécie de reserva, gerenciada pelo próprio grupo.

A comunidade comprometeu-se a, caso o seu projeto avance, preservar 5 mil acres para criar a reserva
(DR)

Além de garantir a proteção do habitat e dos costumes dos antepassados, a reserva prevê a criação de uma nova passagem para animais selvagens – um corredor importante, por onde elefantes, leões ou gnus possam andar livremente. Este corredor é crucial para a sobrevivência de alguns dos animais mais impressionantes do planeta. Todos os anos, eles percorrem o trecho entre as planícies do Serengeti, na Tanzânia, e o Masaï Mara, no Quênia, durante um evento natural conhecido como «a grande migração».

A comunidade comprometeu-se a, caso o seu projeto avance, preservar 5 mil acres para criar a reserva. Mas o local é muito atrativo para as empresas de turismo, que tendem a construir cercas e a bloquear a passagem dos animais.

Uma reserva deste tipo, diz a Avaaz (uma rede online de ativistas, com o objetivo de conseguir mobilização social global para uma série de causas), pode ser um ótimo exemplo para a conservação. Normalmente, para proteger um ecossistema precioso são necessários anos de campanhas, de forma a mobilizar autoridades e criar parques. E, muitas vezes, nem assim os governos conseguem proteger a área em causa. Mas, neste caso, são os próprios masaï que vão estabelecer e gerir a reserva.

Mas, perante o número de compradores estrangeiros ansiosos por adquirir as terras em causa, os masaï precisam de juntar fundos rapidamente, para colocar a reserva em funcionamento, derrubando cercas e treinando jovens, contratando-os como vigias para patrulhar a vida selvagem.

O turismo dá milhares de milhões de dólares à economia do Quénia, mas esse dinheiro raramente chega aos masaï, que são proprietários legítimos das terras. Mas, segundo especialistas, garantir a essa comunidade o controlo sobre as terras, dando-lhe oportunidade de beneficiar diretamente dos frutos da conservação e do turismo responsável, será a melhor maneira de proteger quer os masaï quer a natureza.

A Avaaz procura agora reunir financiamento, através de donativos, para apoiar os masaï nesta sua iniciativa.

Redação

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