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Recordar Papa Wemba

| Editoria Cultura | 26/04/2016

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Os apreciadores de música de todo o mundo, e particularmente de África, mostram-se consternados com a morte, em palco, do músico congolês Papa Wemba. O artista morreu aos 66 anos, na manhã de domingo, quando dava um concerto em Abidjan, a capital da Costa do Marfim.

«É uma catástrofe. A música congolesa foi dizimada, desfeita em pedaços (…). A partir de agora a vida não significa nada, nós não somos nada» (Koffi Olomide)
(DR)

Em entrevistas ou através das redes sociais, muitos nomes africanos conhecidos mundialmente, da área da música e não só, têm prestado tributo a Wemba, cuja música influenciou artistas de todo o continente.

À BBC, Angelique Kidjo disse estar «triste» desde a morte de Prince, e que agora a de Papa Wemba a deixou ainda mais chocada. «Pergunto-me qual o sentido de tudo isto», referiu. «Papa Wemba era uma alma genuína e amigável e ao mesmo tempo muito tímido (…). E era tão generoso quando se tratava de ajudar as pessoas.» E Kidjo lembrou também o estilo do falecido músico: «Vestir-se bem era recusar que nos fosse extorquida a nossa humanidade».

Também Manu Dibango reagiu à morte de Wemba, mas através do Facebook. «África perdeu mais um filho valioso (…). Ele era a voz de África. Ficámos todos órfãos…»

Koffi Olomide também usou o FB para lamentar a morte de Papa Wemba, e num tom particularmente dramático. «É uma catástrofe. A música congolesa foi dizimada, desfeita em pedaços (…). A partir de agora a vida não significa nada, nós não somos nada».

À BBC, Femi Kuti reagiu dizendo, tal como Angelique Kidjo, que ainda «estava a tentar ultrapassar» a morte de Prince, e que a notícia do falecimento de Wemba foi um «enorme choque». «Ele fazia parte dos grandes africanos, que sempre abriram as portas a pessoas como eu (…). É um nome que sempre esteve e sempre estará presente.»

Já King Kikii disse, também à BBC, que «nunca esperou» receber a notícia da morte de Papa Wemba e que ele «tinha um brilho muito grande». «Tinha muito amor pela sua própria música e ajudava muita gente através dela.»

Do mundo do desporto, destaca-se a reação de Samuel Eto'o, que escreveu na sua página de Facebook que Wemba era «um monumento de África». «Papa Wemba gostava tanto da sua música que morreu enquanto atuava.»

Músicos angolanos consternados

Também em Angola há muita consternação, sobretudo no meio artístico, perante a morte de Papa Wemba. Diversos músicos já lamentaram a morte do artista congolês.

Prado Paim disse que os seus feitos devem servir de lição para as futuras gerações. Para ele, Papa Wemba, para além de cantor, foi um nacionalista que defendeu a cultura africana além-fronteiras, pois transmitia nas suas melodias a situação social do continente africano. «Papa Wemba é uma referência obrigatória, pois serviu como porta-voz, transmitindo o sentimento coletivo dos africanos», ressaltou o músico.

Na mesma perspetiva, António Paulino descreveu a morte de Papa Wemba como sendo uma «perda irreparável», na medida em que o músico sempre foi um emissário da cultura africana e influenciou muitos artistas do continente. «Sempre admirei o Papa Wemba. Apesar de não entender as suas letras, a melodia sempre foi contagiante para mim», disse o cantor angolano.

Redação

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