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Cabo Verde quer europeus a gozarem reformas no país

| Editoria Turismo | 07/03/2016

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O governo cabo-verdiano apresentou este domingo o país a investidores no Luxemburgo como um local ideal para os europeus gozarem as suas reformas. «Temos uma temperatura superior a 20 graus durante todo o ano e um turismo diversificado de sol e praia ou natureza para todas as idades, e já temos diferentes projetos que abarcam todas estas dimensões», explicou à imprensa o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves.

Atrair os reformados europeus para o arquipélago «tem uma importância estratégica» para o desenvolvimento do país
(DR)

O governante participou num fórum com empresários dos dois países para apresentar o fundo de investimento Afroverde 1, que visa atrair um investimento de cerca de 120 milhões de dólares para seis projetos de turismo e do setor imobiliário em Cabo Verde, dois dos quais vocacionados para a terceira idade.

O primeiro-ministro de Cabo Verde disse que essa é uma das apostas do governo para diversificar a oferta turística, tirando partido da segurança e do clima privilegiado do país. «Nós já temos 600 mil turistas por ano, e a nossa ideia é diversificar a oferta para termos turistas em todos os domínios e todas as idades, e para podermos atingir em 2020 ou 2021 a nossa meta, de 1,2 milhões de pessoas», acrescentou.

Para a ministra do Turismo e dos Investimentos de Cabo Verde, que viaja na comitiva, que vai passar ainda por Paris e Lisboa, atrair os reformados europeus para o arquipélago «tem uma importância estratégica» para o desenvolvimento do país. «Em África, o único país em que este tipo de turismo está a ser desenvolvido é a África do Sul, e nós acreditamos que Cabo Verde tem todo o potencial para se antecipar a outros países africanos», afirmou Leonesa Fortes, destacando ainda o elevado número de reformados europeus.

A União Europeia tem cerca de 90 milhões de pessoas com mais de 65 anos de idade, que representam 18,5% da população, e muitos procuram países ao sol para passar a reforma, apontou a ministra. Além de um «clima tropical durante todo o ano», Cabo Verde tem também afinidades culturais com a Europa, incluindo «uma população maioritariamente católica», como apontou durante o fórum com empresários do Luxemburgo um responsável da companhia aérea luxemburguesa Luxair, que já voa para o arquipélago desde 2010.Esta caraterística «é uma vantagem» em relação a destinos como o Egito ou a Tunísia, garante o presidente da Câmara de Comércio do Barlavento cabo-verdiano, Belarmino Lucas.

«É um ponto importante, porque (os turistas) não têm de se preocupar com o que têm de vestir, ou se podem beber bebidas alcoólicas ou comer carne de porco, porque não há nenhum choque cultural», defendeu.

Os dois projetos de hotelaria vocacionados para o turismo de terceira idade, de curta e longa duração, ficam na Baía das Gatas, na ilha de São Vicente, e vão incluir a possibilidade de adquirir vivendas e casas geminadas, além de um campo de golfe projetado pelo ex-campeão mundial da modalidade Ernie Els, avançou o responsável da Câmara de Comércio. Além destes projetos, o fundo, que vai ser gerido pela empresa Afroverde Capital Partners (que conta com uma participação do governo cabo-verdiano), quer angariar investimento para mais quatro projetos hoteleiros, nas ilhas de Santo Antão e São Nicolau.

Para José Maria Neves, que termina em março o último mandato à frente do Executivo de Cabo Verde, o lançamento deste fundo de investimento «representa uma mudança de paradigma» nas relações entre o arquipélago e o Luxemburgo, passando da cooperação «para uma economia baseada na produtividade e na competitividade».

Recordando que «o Luxemburgo é o principal parceiro da cooperação com Cabo Verde», beneficiando de um pacote de investimento de cerca de 66 milhões de dólares em setores que vão das energias renováveis à educação, à saúde, à água e ao saneamento, o primeiro-ministro cabo-verdiano defendeu a aposta no investimento privado. «Queremos que, de uma cooperação mais intergovernamental, possamos avançar para um novo patamar de cooperação, estimulando parcerias entre privados cabo-verdianos e luxemburgueses e o investimento direto de empresas luxemburguesas em Cabo Verde», disse José Maria Neves, no final do encontro com empresários dos dois países.

A cachupa foi o prato forte do almoço oferecido pela Câmara do Comércio luxemburguesa, tendo o primeiro-ministro cabo-verdiano estado à tarde com o ministro da Cooperação do Luxemburgo, Romain Schneider.

José Maria Neves encontra-se ainda esta segunda-feira com o primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, que já visitou Cabo Verde, seguindo depois para Paris e para Lisboa.

Redação com Agência

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