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«Miséria sexual» causa alvoroço na Argélia

| Editoria Sociedade | 23/02/2016

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O facto de a maioria dos estrangeiros detidos em Colónia por agressões sexuais na noite de 1 de janeiro serem do Magreb (entre os 58 detidos há 28 argelinos, 21 marroquinos e três tunisinos) suscita apenas interesse na região. Pouco mais. Mas há exceções, como é o caso de Mohamed Benabid, diretor do diário marroquino L’Economiste, que a 13 de janeiro escreveu uma coluna com o título Vergonha.

«As pessoas do Ocidente estão a descobrir, com ansiedade e medo, que o sexo no mundo muçulmano está doente»
(DR)

«As nossas não chegaram ainda ao ponto de resolverem uma questão fundamental: a da relação com as mulheres», escreveu Benabid. Deixando claro que os marroquinos não têm qualquer responsabilidade pelos desvios individuais «de alguns imbecis com a mesma nacionalidade», o jornalista perguntou-se, ainda assim, se os seus compatriotas poderiam ficar surpreendidos com o que acontecera em Colónia – sendo que «não se passa um mês (em Marrocos) sem que haja incidentes nos quais se reflita a degradação das mulheres no espaço público».

O artigo não fez nascer debates, mas a 31de janeiro o jornalista argelino Kamel Daoud, vencedor do prémio Goncourt, publicou um artigo no jornal francês Le Monde no qual afirmava que «o sexo é a maior miséria no mundo de Alá». Quinze dias depois, escreveu nova reflexão, desta vez para o americano The New York Times, com o título A miséria sexual do mundo árabe. «As pessoas do Ocidente estão a descobrir, com ansiedade e medo, que o sexo no mundo muçulmano está doente, e que essa doença está a chegar às suas próprias terras».

Seguiu-se a estas publicações uma chuva de críticas, onde se acusava Daoud de, por exemplo, ressuscitar os «eternos tópicos islamofóbicos». Dias depois, este jornalista disse que abandonaria a escrita de artigos e que a partir de agora se dedicaria apenas a romances. Garantiu que não tomou a decisão por cobardia, mas assumiu que se sente cansado das críticas que ouve há 20 anos.

Em Marrocos, as mensagens de Daoud, tal como as de Benabid, são lidas sem alvoroço. E houve até um diretor de um outro jornal marroquino que há dias escreveu no seu editorial que «a miséria sexual é provavelmente a mais profunda e determinante de todas as misérias de Marrocos».

Redação com Agência

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