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Para desenvolver iniciativas, CPLP tem de procurar parcerias

| Editoria Economia | 17/02/2016

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A CPLP terá de procurar parcerias para desenvolver as suas iniciativas, num quadro de crise económica dos Estados-membros, nomeadamente para a agenda do desenvolvimento sustentável pós-2015 estabelecida pelas Nações Unidas, disse um responsável da organização.

«A própria CPLP terá muita dificuldade em aceder a novos recursos. É sabido, é conhecido que a crise internacional tem afetado sobremaneira alguns membros da CPLP»
(DR)

«A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) terá de fazer um conjunto de parcerias inteligentes, com diversos parceiros que a possam ajudar nas áreas técnicas da sua competência» e com recursos financeiros nas várias iniciativas do bloco lusófono, declarou o diretor de Cooperação da organização, Manuel Lapão.

Lapão recordou que a agenda internacional da ONU para o desenvolvimento sustentável (pós-2015) é muito exigente, «não apenas para a comunidade lusófona, mas para o mundo». «Nós (países membros da ONU) aprovámos 17 objetivos e 169 metas num prazo de 15 anos e, como imaginam, isso não será um processo fácil. Não há uma agência, em termos internacionais, que consiga cumprir essa agenda sozinha», disse o responsável aos jornalistas, durante a conclusão da reunião dos Pontos Focais de Cooperação da CPLP, em Lisboa, capital portuguesa.

A Agenda de Desenvolvimento Sustentável Pós-2015, agora chamada Agenda 2030, corresponde a um conjunto de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e dos Estados-membros rumo ao desenvolvimento sustentável.

Manuel Lapão disse que mantém parcerias frutíferas com várias agências da ONU, mas isso não é o suficiente. «A própria CPLP terá muita dificuldade em aceder a novos recursos. É sabido, é conhecido que a crise internacional tem afetado sobremaneira alguns membros da CPLP em função do seu modelo económico e, seguramente, a comunidade vai ter reflexos de uma maior diminuição ou disponibilidade de recursos para as suas atividades (…). A CPLP não está isolada, está a trabalhar e continuará a trabalhar em parceria. Entretanto, os recursos públicos dos Estados não serão suficientes para esses programas», acrescentou o responsável.

Sobre a questão do financiamento dos programas da organização, durante a reunião dos Pontos Focais foram debatidas estratégias alternativas para suprir a dificuldade do financiamento público para o desenvolvimento, como a economia solidária e a inovação social.

O bloco lusófono, no âmbito de iniciativas mais recentes, como a «Juntos contra a Fome» ou a Conferência de Energia, tem tido um grande apoio não só junto da sociedade civil mas também do setor privado, que tem sido «um amigo consistente», e sendo que o processo de responsabilidade social de algumas empresas tem vindo a ajudar muito a organização lusófona, segundo o diretor de Cooperação do bloco.

«Nas iniciativas para que os Estados-membros terão dificuldades em obter recursos, a promoção de parcerias virtuosas com o setor privado é seguramente um objetivo», sublinhou.

Durante a reunião dos Pontos Focais de Cooperação da CPLP, foram aprovadas duas iniciativas: a execução da terceira fase das ações de formação de formadores sobre o combate ao tráfico de seres humanos para profissionais do sistema de justiça penal e a segunda fase do portal «Conexão Lusófona», com notícias colhidas por jovens jornalistas da comunidade.

Redação com Agência

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