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Reservatórios de água subterrâneos procurados para minimizar estiagem

| Editoria Ambiente | 15/09/2015

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O governo pretende procurar reservatórios de água subterrâneos em zonas desérticas para minimizar os efeitos dos sucessivos ciclos de estiagem, que têm afetado sobretudo o sul do país.

A estiagem no sul tem vindo a agravar-se desde 2011, com o governo a distribuir alimentos e a realizar captações alternativas de água
(DR)

A posição foi assumida pelo ministro da Energia e das Águas, João Baptista Borges, na 59.ª sessão da conferência geral da Agência Internacional de Energia Atómica, que está a decorrer desde segunda-feira em Viena, na Áustria.

«Angola enfrenta também problemas geológicos, como a erosão dos solos e períodos cíclicos de estiagem nas áreas desérticas do país», apontou o governante na sua intervenção naquela reunião.

João Baptista Borges admitiu igualmente a necessidade de obter «apoio em assistência técnica» por parte daquela agência, «com vista à redução da erosão dos solos», nomeadamente ravinas, e também na «pesquisa de lençóis de água subterrâneos em áreas desérticas».

A estiagem no sul tem vindo a agravar-se desde 2011, com o governo a ter de distribuir alimentos, devido à destruição de culturas pela seca, e a realizar captações alternativas de água, para apoiar a população.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) considerou em junho que é provável que a malnutrição aguda em Angola tenha aumentado nos últimos três anos devido à estiagem em algumas províncias. Em julho, só no Cunene o governo tinha identificado 755 678 pessoas afetadas pela seca que assola aquela província do sul, bem como 508 483 cabeças de gado que corriam o risco de morrer em consequência da situação.

Na mesma província foi conhecido há algumas semanas o caso do município do Curoca, em que mais de 40 mil pessoas necessitam de ajuda alimentar e de água devido à seca, com a população a recorrer a apoio na Namíbia.

Redação com Agência

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