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Ambiente

Os dez ecossistemas mais ameaçados do mundo

| Editoria Ambiente | 18/09/2015

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Raro é o verão que não termina com uma história que reflete a difícil coexistência entre o desenvolvimento e a conservação da natureza naquele que é um destino turístico por excelência: o Caribe. Por um lado, a Procuradoria Federal de Proteção Ambiental do México decretou a suspensão total de novos desenvolvimentos turísticos em Cancun, centro das visitas ao Caribe; por outro, a Nicarágua incluiu entre os seus cinco ecossistemas em maior risco de extinção as florestas de bambu do litoral este do Atlântico Norte. E os recifes de coral dos ecossistemas do Caribe estão entre os dez ecossistemas mais ameaçados de extinção no mundo, escreve o El País. Mas África também lá está.

Dois dos ecossistemas desta lista estão em África
(DR)

Tentando assegurar um desenvolvimento adequado e definindo critérios específicos e precisos a utilizar para desenvolver a «lista vermelha» dos ecossistemas em perigo de extinção, várias agências do mundo, incluindo o Conselho Superior de Investigação Científica, estudaram vinte dos que são considerados mais valiosos e ameaçados. Há dois anos foi publicada na revista PLoS ONE uma primeira lista, que serviu de padrão para a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) desenvolver um similar ao que existe atualmente para as espécies de animais e plantas. Neste caso, a categoria de «extinto» é identificada como «colapsado», ou seja, um ecossistema de grande valor e onde é impossível voltar ao seu estado original.

À primeira lista da IUCN poderiam acrescentar-se os 19 ecossistemas em perigo presentes entre os 48 que são Património da Humanidade pela Unesco. Alguns estão presentes na primeira listagem, como os recifes de corais do Caribe (Belize) ou as matas ciliares da bacia do Rio Senegal (Parque Nacional de Niokolo-Koba). O Parque Nacional Everglades (Estados Unidos) e florestas como a da bacia do Congo, na RDC, a das Honduras (Rio Plátano), a da Indonésia (Sumatra) e a de Madagáscar (Atsinanana) também aparecem na lista vermelha da Unesco.

A lista que se segue revela os dez ecossistemas mais ameaçados do mundo, de acordo com os primeiros estudos da IUCN. O facto de haver quatro locais em perigo na Austrália explica-se por estarem todos na zona de maior desenvolvimento urbano, agrícola e industrial da ilha, a costa sudeste, onde a população é de mais de 3 milhões de habitantes.

1. Mar de Aral

[Uzbequistão – Cazaquistão]

O Mar de Aral deixou de ser o quarto maior lago do mundo e hoje não aparece sequer entre os vinte primeiros. Resistem apenas 10% de uma área que chegou a ultrapassar os 67 mil quilómetros quadrados. Ainda que agora se façam esforços para o recuperar a partir da sua parte setentrional, os especialistas acreditam que terá entrado em colapso, porque perdeu a sua biodiversidade original, incluindo 28 espécies de peixes únicas. Além disso, um legado de pesticidas, desertificação e salinidade deixado pelas plantações de algodão e de cereais regadas com as suas águas mantém um efeito letal sobre a natureza e a população.

2. Florestas de acácias na bacia do Rio Senegal

[Senegal, Mali e Mauritânia]

Causas similares às que levaram à dessecação do Mar de Aral pairam sobre as escassas várzeas férteis que estão na bacia do rio Senegal, e, especialmente, sobre as florestas de acácia (Acacia nilotica) que ali crescem. Represas, agricultura intensiva e sobrepastoreio estão a destruir centenas de anos de convivência pacífica entre a biodiversidade e as comunidades indígenas. Estas sabiam compassar os usos agrícolas e pecuários com os períodos anuais de cheias e secas. Agora, até mesmo as aves granívoras que colaboravam neste equilíbrio desapareceram, e a rutura deste provoca o deslocamento forçado de milhares de indígenas e problemas de saúde.

3. Turfas altas da Renânia

[Alemanha]

Há depressões, áreas alagadas e montes espalhados por estas zonas húmidas, cheias de biodiversidade, onde se acumula a biomassa morta que enriquece o terreno. Mas esta acumulação tem um grande reservatório de carbono, pelo que a sua destruição gradual liberta grandes quantidades de gases de efeito de estufa, responsáveis pelas mudanças climáticas. Além de chamadas de atenção de cientistas que trabalharam nesta lista inicial de ecossistemas ameaçados, a Comissão Europeia, como parte do seu trabalho de conservação no âmbito da rede Natura 2000, alertou para o risco de desaparecimento que correm as turfas, em particular as de Hunsrück e Eifel, onde várias espécies de fauna e flora se tornaram raras.

4. Arvoredos de fynbos do Cabo

[África do Sul]

Existem até 8500 espécies de plantas vasculares (nas Ilhas Britânicas há 1400), delas 70% endémicas, nestas matas de fynbos. O nome, de origem holandesa, significa «plantas com folhas finas». Pela sua variedade de cores este é listado como um dos pomares botânicos de África, com semelhanças com a mata mediterrânica. A expansão urbana, os incêndios florestais e a agricultura ameaçam estes arbustos de duas formas: pela destruição direta de habitat e pela invasão de espécies exóticas, vegetais e animais.

5. Lagoas Coorong e estuário do Rio Murray

[Austrália]

Este extenso e complexo pântano fica no sudeste da Austrália É composto por lagoas, lagos e bosques. A declaração de uma parte como parque nacional e o seu reconhecimento como uma zona húmida de importância internacional (Convenção de Ramsar) salvou-o de desaparecer completamente, uma vez que só permanecem intactos, mas de forma fragmentada, 10% da superfície original. Muitas organizações de conservação continuam a lançar o alarme perante um dos impactos mais notórios: a drenagem do pântano em direção a terras agrícolas.

6. Mananciais cársticos do sul

[Austrália]

As Piccaninnie Ponds Karst Wetlands, também na costa meridional australiana, são igualmente um pântano de grande importância internacional. No entanto, os 862 hectares de sistemas cársticos protegidos e representativos, com diversas formações rochosas e turfa causadas por águas subterrâneas, mostram-se claramente insuficientes, segundo a comunidade científica. Para demonstrar o efeito devastador que provoca a perda do lençol freático e a continuidade do seu afloramento, a IUCN descreve o caso dos caranguejos de água doce Euastacus: das cinquenta espécies que sobrevivem nestes ecossistemas, 17 estão em perigo crítico de extinção e outras 17 em perigo.

7. Pântanos costeiros da bacia de Sidney

[Austrália]

Urbanização, mineração de carvão, fracking, fogos, efeitos da mudança climática, estradas, a excessiva regulação da água, invasão por espécies exóticas… A própria Secretaria do Meio Ambiente e do Património de Nova Gales do Sul, onde está localizada a bio-região da bacia de Sidney, reconhece as ameaças que se colocam a um dos ecossistemas mais peculiares desta ilha. A mesma entidade lembra que nos últimos 200 anos se perderam ou degradaram cerca de 60% das zonas húmidas costeiras.

8. Pântanos da bacia Murray-Darling

[Austrália]

Os rios Murray e Darling (o segundo é afluente do primeiro) formam uma gigantesca bacia hidrográfica essencial para o abastecimento de água numa das zonas mais povoadas da Austrália e para manter uma enorme cota de biodiversidade, associada a uma grande variedade de pântanos, bosques e lagos. O problema é que o conflito entre as necessidades humanas (que incluem una extensa área agrícola) e ambientais afeta ambas, já que a regulação e a exploração hídricas, excessivas, levaram à eliminação da vegetação natural.

9. Bosques de Laminaria do Alasca

[Estados Unidos]

Observar a formação de uma alga marinha densa (Laminaria), que pode exceder os 50 metros, é a experiência mais próxima de se entrar numa floresta submarina. As águas costeiras do Alasca têm muito boas representações desse ecossistema, que está entre os mais produtivos do mundo, pela sua capacidade de acolher muitas espécies (incluindo peixes explorados comercialmente), de absorver dióxido de carbono e de controlar ondas fortes. No entanto, a sobrepesca, fenómenos climáticos como o El Niño e a poluição destruíram a cadeia alimentar (o que afeta principalmente as lontras do mar), e deixaram o caminho livre para que os ouriços-do-mar devorem e desmatem a floresta de algas.

10. Recifes de coral do Caribe

Mais de 116 milhões de pessoas vivem na costa com vista para o Mar do Caribe, e há mais 20 milhões de turistas adicionados por ano. Um estudo realizado pelo Instituto de Recursos Mundiais com vinte agências que trabalham na região, em 2005, sentenciou que dois terços dos recifes estão diretamente ameaçados por atividades humanas, estimando-se perdas económicas de entre 350 a 870 milhões de dólares anuais, devido à diminuição da pesca, dos serviços de turismo de mergulho e da proteção costeira, que surgem como uma barreira perante os efeitos das tempestades marítimas. A pressão do turismo, a agricultura intensiva, a sobrepesca e as mudanças climáticas (branqueamento do coral) unem forças para pôr em perigo este ponto quente da biodiversidade terrestre.

Redação

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