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Economia

Baixa de produção de petróleo provoca falta de divisas no mercado

| Editoria Economia | 15/05/2014

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A baixa da produção de petróleo é a principal causa para a falta de divisas nos bancos comerciais angolanos, nos últimos dois meses, o que está a provocar uma relativa ansiedade do mercado. Quer as empresas quer os particulares estão a ter dificuldades adicionais em comprar divisas nos bancos, inclusive para viajar. Todas as operações cambiais para o exterior estão a demorar mais tempo do que o normal.

Quer as empresas quer os particulares estão a ter dificuldades adicionais em comprar divisas nos bancos
Arquivo Africa 21

A produção petrolífera angolana, que já tinha atingido, no passado, 1,9 milhões de barris diários, diminuiu recentemente para pouco mais de 1,6 milhões. Por isso, o Banco Nacional de Angola (BNA) está a vender, nos últimos meses, uma quantidade menor de divisas do que habitualmente. Por outro lado, os bancos comerciais são obrigados a negociar com as petrolíferas a aquisição de divisas a um custo mais elevado.

De facto, a lei cambial do sector petrolífero obriga as companhias a realizar todos os seus pagamentos internos em kwanzas, o que implica que elas têm de vender as divisas aos bancos comerciais. O BNA autoriza, para tais operações, um spread até três por cento, no máximo, em relação à taxa de referência oficial. Como, ultimamente, o BNA está a vender menos divisas, as petrolíferas estão a esticar as suas margens até ao limite legal, criando dificuldades a alguns bancos comerciais.

Um fonte bancária disse ao nosso portal que algumas companhias – que não mencionou – chegam a propor a venda das suas divisas com um spread superior a três por cento, mas não foi possível confirmar essa informação. A mesma fonte acrescentou que certas companhias vendem as divisas a um preço maior do que a taxa do BNA, mas usam esta última para efectuar os seus pagamentos aos fornecedores locais, ganhando com o diferencial.

Outra fonte do sector disse ao África21online que o BNA está num grande dilema: não pode mexer demasiado nas reservas do país, pois isso retira confiança à moeda, mas, por outro lado, precisa igualmente de vender divisas, para tranquilizar o mercado. A verdade é que a especulação segundo a qual Angola pode atingir este ano uma produção de dois milhões de barris por dia não aconteceu até agora. Se isso não suceder em absoluto, o BNA terá dificuldades em intervir no mercado sem mexer nas reservas.

Alberto Sampaio

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