Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Agosto de 2019

ÁFRICA

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA EM ÁFRICA, UMA BOMBA AO RETARDADOR

ÁFRICA

O PARADIGMA PARTICULAR DA DEMOGRAFIA VERSUS DESENVOLVIMENTO

ANGOLA

EXPLOSÃO DEMOGRÁFICA UMA BOMBA DE EFEITO RETARDADO

EUROPA

O PESADELO DEMOGRÁFICO QUE ASSOMBRA A EUROPA

MOÇAMBIQUE

POR ALGUNS DÓLARES MAIS

MUNDO

MUDANÇAS CLIMÁTICAS PODEM ENGENDRAR “APARTHEID GLOBAL”

VENEZUELA

O CAPCIOSO RELATÓRIO BACHELET

ÁFRICA

RUMO A UMA ÁFRICA INTEGRADA E PRÓSPERA

Sociedade

Juventude islâmica guineense alerta para aumento do número de xiitas no país

| Editoria Sociedade | 09/04/2015

-A / +A

Imprimir

-A / +A

Um porta-voz da juventude islâmica da Guiné-Bissau chamou esta quarta-feira a atenção dos órgãos do Estado guineense sobre o que diz serem os «perigos da presença dos xiitas» no país.

Os xiitas são o segundo maior ramo de crentes do Islão, constituindo 16% do total dos muçulmanos, enquanto 84% são sunitas
(DR)

Em conferência de imprensa, Braima Sanhá alertou o governo guineense, pedindo-lhe para ter em atenção «as movimentações dos xiitas» num país que, disse, «sempre respeitou a coexistência pacífica» entre pessoas de diferentes religiões e etnias.

«Temos que ter atenção com essa gente. Querem o protagonismo, a liderança (da comunidade muçulmana), mas para isso recorrem ao dinheiro. Queremos chamar a atenção do nosso Estado para que repare no que se passa», disse Braima Sanhá. O responsável referiu ainda que os xiitas «criaram problemas» em países como Irão, Iraque, Iémen, Síria e outros e, acusou, pretendem estabelecer-se na Guiné-Bissau.

«A partir de agora, que o Estado saiba que os xiitas estão infiltrados na Guiné-Bissau», observou o porta-voz da juventude islâmica guineense. 

Os sunitas são a corrente islâmica dominante na Guiné-Bissau, embora nos últimos anos seja notória a presença de xiitas no país. «Nós aqui somos um povo com muita mistura entre as etnias. Temos muçulmanos cujas mães são da etnia papel, balanta, ou manjaco», sublinhou Braima Sanhá, referindo-se às etnias dos animistas.

Sempre chamando a atenção das autoridades, o porta-voz da juventude islâmica guineense disse ser fundamental manter o entendimento entre os diferentes grupos étnicos do país. «Nós, os muçulmanos, queremos manter o clima de irmandade que sempre existiu na nossa sociedade, neste nosso país», disse Braima Sanhá.

O porta-voz da juventude islâmica guineense acusou ainda a anterior responsável da organização de estar a abusar de um estatuto que já não tem, quando se apresenta aos órgãos de comunicação social para falar em nome dos jovens muçulmanos do país.

«A pessoa que se diz agora ser presidente da juventude islâmica, Helena Said, já não é a líder da nossa organização, porque ela se diz xiita. Foi substituída por uma outra pessoa», afirmou Braima Sanhá. 

Contactada pela imprensa, Helena Said disse que se assume como xiita «a 100% e por convicção» e que não vai perder o seu tempo a discutir com «gente que não tem trabalho». Helena Said, das poucas mulheres guineenses que usam véu parcial para tapar o corpo, disse ter deixado de ser presidente da juventude islâmica em finais de 2014 «por falta de tempo».

«Não vou discutir com essa gente, vou apenas mover uma queixa-crime contra eles», declarou Said, que afirmou guiar a sua vida pelo trabalho a favor da família, da religião islâmica e do país.

Os xiitas são o segundo maior ramo de crentes do Islão, constituindo 16% do total dos muçulmanos, enquanto 84% são sunitas.

Os xiitas consideram Ali, genro e primo do profeta Maomé, como o seu sucessor legítimo, e consideram ilegítimos os três califas sunitas que assumiram a liderança da comunidade muçulmana após a morte de Maomé. Já os sunitas reclamam ser os guardiães dos preceitos tradicionais e alegam que representam «um caminho moderado» em relação ao dos xiitas.

Redação com Agência

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade