Publicidade

Publicidade

Publicidade

África 21 OnlineÁfrica 21 Online

Registre-se na nossa newsletter e mantenha-se informado.
África 21 no Facebook

África 21 Online

Pesquisa

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook

Edição Impressa

Edição do Mês

Destaques da edição de Março de 2019

MÉDIO ORIENTE

Nas areias movediças do Médio Oriente

ÁFRICA

Drogas em África As novas rotas do tráfico de heroína

ÁFRICA

A África a mercê de um Triângulo Voraz

ÁFRICA

África Oriental O regresso ao grande investimento nos Caminho-de-ferro

MUNDO

RefugiadosAs cifras da vergonha!

ÁFRICA

Estaca da África em Brexit

MUNDO

Racistas ou nem por isso?

EGITO

O futuro do Egipto passa pela energia solar

Rádio

Publicidade

Política

Angola vai avaliar nível de aprendizagem das línguas nacionais

| Editoria Política | 04/03/2015

-A / +A

Imprimir

-A / +A

O Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNDE), que entrará em vigor ainda este ano, envolverá uma avaliação à aprendizagem das várias línguas nacionais no país.

A língua oficial em Angola é o português, falada, segundo o Instituto Nacional de Estatística angolano, por 85% da população
(DR)

A informação consta do despacho presidencial que criou, a 20 de fevereiro, a comissão interministerial responsável pela elaboração deste plano, também designado de «Educar Angola 2015-2025», integrando 18 ministros e outros elementos representantes de órgãos do governo.

O plano, de acordo com o documento, assinado pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, visa reforçar a incorporação no sistema de ensino, das ações de formação profissional e politécnica, desporto, cultura, educação patriótica, cívica e cidadania, ciência e tecnologias de informação. 

«Diagnosticar o nível da aprendizagem das línguas nacionais» consta das várias atribuições desta comissão, responsável pela implementação do «Educar Angola 2015-2025».

A língua oficial em Angola é o português, falada, segundo o Instituto Nacional de Estatística angolano, por 85% da população, com maior predominância para a população residente nas áreas urbanas. Entre as cerca de uma dezena de línguas nacionais angolanas, o umbundo é o mais falado (29%), seguido do kimbundu (10%) e do kikongo (9%).

O investigador angolano de linguística Bonifácio Tchimboto afirmou em setembro, em Luanda, que a «carga negativa» do tempo colonial associada à utilização das línguas nacionais ainda persiste em muitas famílias de Angola, que preferem que os filhos aprendam apenas português. Para o especialista, que falava então no terceiro Congresso Internacional de Língua Portuguesa, promovido pela Universidade Jean Piaget de Angola, a aprendizagem das línguas nacionais pode assim estar comprometida.

Muitas famílias receiam que o tempo necessário para aprender a segunda língua, nacional, influencie as restantes atividades dos mais novos, optando apenas pelo idioma oficial. Além disso, recordou o especialista, para muitos angolanos ainda persiste a lembrança da placa de madeira com a inscrição «burro», colocada aos estudantes mais novos apanhados na escola, no tempo colonial português, a falar umbundo. «Essa carga pesada sobrevive ainda hoje na cabeça de muitos. Temos entre os nossos concidadãos aqueles que olham para o bilinguismo como um defeito, que a competência em duas línguas é um defeito», defendeu Bonifácio Tchimboto. Sublinhou, por isso, que se na altura do tempo colonial português «a luta era tentar evitar falar umbundu a todo o custo», hoje, «em público, muitos dizem que não se deve usar a língua africana».

Na mesma ocasião, o ministro da Educação de Angola, Pinda Simão, - que vai coordenar a comissão interministerial responsável pela implementação do PNDE - garantiu que a aprendizagem das línguas nacionais nas escolas é um processo que está em curso e que já conta com material pedagógico elaborado. «Mas é preciso encontrar professores para ensinar as línguas nacionais. A dificuldade é a esse nível, estamos a equacionar soluções», disse o governante.

Entre outras ações, a comissão responsável pelo «Educar Angola 2015-2025» terá a missão de desenvolver um estudo sobre a presente situação do sistema educativo nacional, que conta com mais de seis milhões de estudantes, nos vários níveis de ensino, tendo como «enquadramento» a reforma do mesmo, nomeadamente em termos de «capacitação e motivação permanente de professores e outros quadros da educação» e na instituição de um sistema de avaliação de docentes e alunos.

Deverá ainda elaborar programas de ação e propor novas áreas programáticas em função das novas tecnologias de informação e comunicação, bem como no ensino à distância, entre outras áreas de intervenção.

Redação com Agência

Imprimir

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Siga o portal África 21

Feed RSS Twitter Facebook
África 21 Online

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade